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1 de setembro de 2010 por Mauricio Serafim
Categorias: academia, administracao, ciencia, religiao
  • [Redes sociais e sistema de dádiva] Neste texto, minha preocupação é de contribuir para o debate numa perspectiva sócio-histórica, procurando demonstrar que a preocupação com o tema não nasce arbitrariamente, mas resulta de uma busca progressiva de elaboração de um pensamento complexo e prático sobre a realidade social. Tal busca encontra-se presente em diversos momentos da construção de um pensamento sociológico antiutilitarista e humanizante que, desde fins do século XIX, vem valorizando a força da associação entre os homens como recurso explicativo poderoso dos movimentos coletivos e espontâneos. Isto é, como recurso teórico de valor prático na construção de esferas públicas democráticas a partir da sociedade civil, fora das esferas doEstado e do mercado. redessociais sociologiaeconomica socialnetworks social_networks dadiva antropologia
  • [Para reescrever a biografia de Marcel Mauss] Escrito por Marcel Fournier. Existe um “mistério Mauss”: a questão é entender como Mauss tornou-se o “pai da antropologia moderna” contribuindo de maneira original ao desenvolvimento das ciências humanas. Após a publicação da primeira biografia de Marcel Mauss (Paris, Fayard), da edição de seus Escritos políticos (Écrits politiques, Paris, Fayard) e de sua correspondência com Durkheim (Paris, PUF), proponho uma reflexão sob dois aspectos: 1) a situação da biografia nas ciências sociais; e 2) as dificuldades em escrever uma biografia de Marcel Mauss (1872-1950). Essas dificuldades ­ inúmeras são de ordem metodológica (coleta e interpretação de dados) e teórica (teoria da ação). A questão que o biógrafo levanta, no início de suas pesquisas, “Fracasso ou êxito de uma vida?” transforma-se, ao final do trabalho, na seguinte pergunta: “Fracasso ou êxito de uma biografia?”. dadiva gift antropologia
  • [A sociologia de Marcel Mauss] Escrito por Paulo Henrique Martins. Marcel Mauss é mais conhecido como antropólogo e etnólogo. Muitos ficam surpreendidos ao saber que ele também tem uma relevante contribuição sociológica, que é comprovada tanto por ter sido um dos principais animadores, juntamente com Durkheim, da revista Année Sociologique, como por ter sido o principal sistematizador da teoria da dádiva, que vem sendo resgatada como um modelo interpretativo de grande actualidade para se pensar os fundamentos da solidariedade e da aliança nas sociedades contemporâneas. Um das contribuições centrais de Mauss para a sociologia foi demonstrar que o valor das coisas não pode ser superior ao valor da relação e que o simbolismo é fundamental para a vida social. Ele chegou a esta compreensão a partir da constatação de que as modalidades de trocas nas sociedades arcaicas não são apenas coisas do passado, tendo importância fundamental para se compreender a sociedade moderna. dadiva gift antropologia
  • [MARCEL MAUSS OU A DÁDIVA DE SI] Artigo de Marcel Fournier. Conferência proferida na 16a reunião nacional da ANPOCS. Caxambu, outubro de 1992. dadiva antropologia gift
  • [The spiritual gift as the basis for the counter-economy] Interesting article within the context of christian theology. Here is the first part which usefully distinguishes three modalities of exchange, how they are interconnected, and how the capital-nation-state can only be overcome if tackled together. religiao economia sociologiaeconomica economia-religiao
  • [A percepção da Teoria da Dádiva em um modelo contemporâneo de fazer sociológico] O artigo tem como escopo a discussão da aplicabilidade da Teoria da Dádiva em pesquisas sociológicas atualmente. dadiva artigos sociologiaeconomica sociology gift
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Ferramentas para acompanhar a política

24 de agosto de 2010 por Mauricio Serafim
Categorias: politica, tecnologia

Recebi por email esta mensagem da profa Paula Schommer e compartilho com vcs.

Seguem indicações de novas ferramentas para acompanhar políticos, seus votos, suas promessas, o processo legislativo:

Congresso Aberto (congressoaberto.com.br) faz o acompanhamento do processo legislativo brasileiro. Trata-se de uma iniciativa de dois cientistas políticos brasileiros — Cesar Zucco e Eduardo Leone —, ambos professores nos Estados Unidos.

Blog de estatísticas eleitorais Vox Publica (blogs.estadao.com.br/vox-publica), do jornalista José Roberto de Toledo.

Faz falta por aqui ferramenta web como as que os americanos tiveram em 2008, em especial o On The Issues (ontheissues.org), vencedor do prêmio Pulitzer 2009 de jornalismo, e o PolitiFact (politifact.com), que construiu um “Obamômetro” para acompanhar as promessas de campanha de seu presidente.

O site Extrato Parlamentar, hospedado no site do Movimento Voto Aberto (extratoparlamentar.com.br), oferece uma ferramenta que calcula a afinidade política entre o internauta e os deputados federais. Assim, o eleitor pode saber quais são os candidatos que pensam de forma mais parecida com ele.

O funcionamento é simples: o internauta responde a 12 perguntas sobre projetos votados nominalmente na Câmara dos Deputados (se é a favor da Lei da Ficha Limpa ou se queria a prorrogação da CPMF, por exemplo) e o site compara as respostas com a posição de cada deputado. Depois, um modelo matemático ranqueia as respostas, mostrando quais os deputados mais afinados com o internauta em seu Estado e no país, com base no percentual de coincidência nas opiniões.

O site foi desenvolvido através de uma parceria entre o Voto Aberto e o grupo de Estudo Legislativos do Centro Brasileiro de Análise e Planejamento (Cebrap). O Cebrap forneceu as informações sobre processo legislativo necessárias para a elaboração do algoritmo que permite o cálculo de afinidade parlamentar realizado no site, dando suporte técnico ao conceito, concebido e desenvolvido por Rafael Lamardo e seus colegas, do Movimento Voto Aberto.

O objetivo do site, em um contexto pré-eleitoral, é prover o eleitor de informações que possam ajudá-lo no momento de decidir seu candidato. Trata-se de uma ferramenta democrática que pretende ajudar a qualificar sua decisão, na medida em que possibilita a avaliação da atuação concreta, sobre temáticas específicas, dos parlamentares ao longo do governo anterior. Cabe frisar, porém, que essa não deve ser a ferramenta principal, nem tampouco a única, utilizada pelo eleitor para formar sua decisão.

A construção da ferramenta de análise de afinidades é realizada através de critérios puramente técnicos e científicos. Não há qualquer viés ou preferência partidária em sua construção.

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Show acústico na ESAG – UDESC

17 de agosto de 2010 por Mauricio Serafim
Categorias: musica

Júlia, Emiliano (alunos do curso de Economia da ESAG) e eu vamos apresentar na ESAG nesta sexta-feira (20.08) às 17h30 um show acústico. Será interpretações de algumas canções de pop/rock.  Desde 2006 que não me apresento em público. Estou um pouco enferrujado, mas em boa companhia.

Espero vcs por lá!

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Poema de domingo (4)

15 de agosto de 2010 por Mauricio Serafim
Categorias: arte, poesia

Poema de domingo (4)

Frammenti di sole

Por Licia Paglione

Il cielo senza nuvole
lascerebbe trasparire (brillare) la luce del sole
chiara e senza ombre.
Ma senza ombre
noi non potremmo scoprire
la bellezza di una luce
che muta le nuvole
in frammenti di sole

Fragmento de sol

O céu sem nuvens
deixaria resplandecer (brilhar) a luz do sol
clara e sem sombras.
Mas sem sombras
não poderíamos descobrir
a beleza de uma luz
que muda as nuvens
em fragmentos de sol.

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Propaganda enganosa com fins eleitorais

15 de agosto de 2010 por Mauricio Serafim
Categorias: politica

Este editorial do Estadão me trouxe uma dúvida. No setor privado, a propaganda enganosa é passível de responsabilização prevista na legislação brasileira porque leva a pessoa a incidir no erro. Sabemos que se alguma empresa, digamos uma montadora de automóveis, mentir  sobre alguma característica de um modelo de carro, seria penalizada porque estaria enganando o cliente. A minha dúvida é: por que o cidadão (ou o eleitor) não está sendo efetivamente protegido da mesma forma contra as ‘propagandas enganosas com fins eleitorais’ a que estamos assistindo o tempo todo neste período eleitoral, principalmente as propagadas pelo governo federal a favor de sua candidata?

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Sobre as políticas de “promoção dos pobres”

13 de agosto de 2010 por Mauricio Serafim
Categorias: politica, sociedade

Indaguei, certa feita, por que tantas ONGs sobem o morro, no Rio, ou vão à periferia, em São Paulo, para ensinar ao povo o que o povo já sabe: rap ou funk, batuque, malabarismo, artes circenses. Por que não lhes oferecer também Mozart, Manuel Bandeira ou Machado de Assis? Aquela “gente” que está lá não tem anseios distintos dos nossos, não, desde que tenha a oportunidade de alargar seu repertório. Sua origem não a condena a dormir eternamente na rede, sem direito a sonhar com a cama de ripa. [...]

E como se consegue isso? Por meio de uma educação que tenha um caráter universalista [...]. O “povo” não pode mais ser visto como uma variante antropológica, como um ser de uma outra espécie, a quem voltamos, caridosos, os olhos, certos de que ele emitirá uma mensagem para nos comover, na sua poética rusticidade.

As políticas de “promoção dos pobres” hoje em curso têm um apelo identitário: algumas oportunidades lhes são oferecidas [...] não para que deixem de ser pobres, mas para que transformem a pobreza num saber e num discurso de auto-afirmação. Pode haver preconceito mais odiento do que esse? Pode haver discriminação de classe mais evidente?

Reinaldo Azevedo vai na veia.

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Links do Delicious [ 11.08.10 ]

11 de agosto de 2010 por Mauricio Serafim
Categorias: academia, administracao, ciencia, religiao
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Produção contrapodutiva

9 de agosto de 2010 por Mauricio Serafim
Categorias: academia, ciencia, pesquisa

Há enorme pressão para publicar [artigos científicos] rápido. É contraprodutivo. Precisamos dar aos cientistas jovens um período de mais liberdade, estimular alguma independência intelectual, para que desenvolvam ideias por eles mesmos.

Com essa pressão, a tendência é fazer o que todos já estão fazendo – é mais garantido do que apostar alto.

Harald zur Hausen, Nobel de Medicina em 2008, em um artigo sobre sua visita ao Brasil. O pesquisador acredita que hoje há menos liberdade intelectual na ciência do que há algumas décadas. Concordo que atualmente há uma dificuldade enorme em apostar em uma idéia ousada ou independente: faltaria financiamento, credibilidade dos colegas e haveria dificuldades em publicar os resultados de pesquisa. Mas o pior é que precisamos de tempo para isso, e é exatamente o que não temos. Se ficarmos dois anos sem publicar algo (maturando e sistematizando uma idéia), pode gerar várias complicações para a carreira.

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